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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Inadimplência na pequena empresa.


De fato as pequenas e médias empresas (MPEs) - estão mais suscetíveis a terem problemas com clientes inadimplentes. Isso se dá, porque na maioria dos casos os micro empresários não dispõem das mesmas ferramentas e infraestrutura de controles preventivos, nem de setores especializados em crédito e cobrança como as grandes empresas.
Outro problema está nas condições de mercado. Muitas vezes, os maiores e melhores clientes já são plenamente atendidos pelas grandes empresas, restando às micro e pequenas atender aqueles cujas grandes não têm interesse em atender, o que inclui aí os maus pagadores.

Além de as grandes empresas disporem de mais alternativas de fontes de financiamento para equilibrar os seus desencaixes financeiros em caso de aumento de inadimplência, elas também possuem maior diversidade em sua carteira de clientes, o que dilui o risco.
As pequenas empresas, por terem mais dificuldade de acesso a crédito - ou quando conseguem acesso, ele geralmente é obtido a um custo muito alto - os desencaixes são cobertos com mais dificuldades, piorando as condições de liquidez e solvência. Também é comum as MPEs dependerem exclusivamente de um ou alguns poucos clientes, o que aumenta consideravelmente o risco de sobrevivência em caso de um eventual calote. Por essas razões, o impacto da inadimplência para as empresas menores acaba sendo muito maior, o que coloca algumas em risco de sobrevivência.
Os problemas decorrentes da inadimplência são muitos e, inclusive, podem fazer com que a empresa tenha de recorrer a linhas de crédito desfavoráveis, geralmente de alto custo, como o cheque especial ou a conta garantida. Como consequência, a empresa aumenta suas despesas financeiras, reduzindo os seus lucros, fora a queda nas receitas.
A inadimplência de seus clientes pode afetar a sua capacidade de pagamento aos seus fornecedores. Ou seja, ao ter clientes inadimplentes o empresário pode se deparar com a situação de também ficar inadimplente com seus fornecedores e funcionários.
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É preciso que a pequena empresa tenha uma política de concessão de crédito que deva ser aplicada, com uma boa analise de crédito e um departamento de cobrança que realmente funcione.


Luiz Santos - é Administrador de Empresas - especialista em credito e cobrança.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Ponha um tubarão no seu tanque...


   Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar.
   Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
   Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostaram do peixe congelado.
   Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, "como sardinhas". Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos.
Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.
   Então, como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor? Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

   Quando as pessoas atingem seus objetivos tais como, quando encontram um namorado maravilhoso, começam com sucesso numa empresa nova, paga/m todas suas dívidas ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões.
   Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema que os ganhadores de loteria que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros que nunca crescem e de donas de casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.

   Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples.   L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50. "O homem progride, estranhamente, somente perante um ambiente desafiador".
   Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é mais você gosta de um bom problema.

   Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia.      Você fica excitado em tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!

   Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo". Os peixes são desafiados.

   Portanto, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista. Se reorganize! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

   Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá de encontro aos objetivos do seu grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele. Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença.

   "Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".


terça-feira, 27 de maio de 2014

Montando um cavalo morto? Desmonte.

Os índios da tribo Dakota passam de geração a geração o seguinte ensinamento: 

“Quando você descobre que está montando um cavalo morto, a melhor estratégia é desmontar”.

Nas organizações públicas ou privadas, muitas pessoas se recusam a desmontar do cavalo morto e continuam a usar práticas e manter idéias que se tornaram obsoletas e contraproducentes. Alguns exemplos do que elas fazem:
 
1.       Trocam os cavaleiros.
 
2.       Ameaçam o cavalo com castigos e demissão.
 
3.       Compram um chicote mais forte e esporas mais afiadas.
 
4.       Criam um comitê para estudar o cavalo.
 
5.       Dizem coisas como: “Esta é a maneira como sempre montamos este cavalo”.
 
6.       Visitam outros países para ver como eles montam cavalos mortos.
 
7.       Criam um curso para desenvolver habilidades de equitação.
 
8.       Contratam terceiros para montar o cavalo.
 
9.       Contratam um consultor para motivar o cavalo morto.
 
10.   Instalam um sistema que faz cavalos mortos correrem mais rápido.
 
11.   Declaram que cavalo morto é melhor, mais rápido e mais barato.
 
12.   Formam um comitê para pesquisar usos para cavalos mortos.
 
13.   Revisam os requisitos de desempenho para cavalos mortos.
 
14.   Mudam os requisitos operacionais e declaram: “Este cavalo não está morto”.
 
15.   Incluem no orçamento uma verba para melhorar o desempenho do cavalo.
 
16.   Atrelam vários cavalos mortos para aumentar a velocidade.
 
17.   Promove o cavalo morto a gerente. “


No mundo real, as oportunidades passam montadas em cavalos alados e não voltam uma segunda vez. Para aproveitá-las é necessário abandonar a comodidade e a segurança dos cavalos mortos, ou seja, da inércia. Novas oportunidades e desafios exigem que olhemos nosso trabalho sob perspectivas diferentes, novos valores e novas atitudes.

Santos Dumont não teria inventado o avião se tivesse se contentado com o sucesso de seus balões dirigíveis. Bill Gates e Steve Jobs não teriam aberto os caminhos para a popularização do PC se não se libertassem da mentalidade dominante de main frames e sistemas operacionais cada vez mais complexos e pesados.

Para desmontar de um cavalo morto é preciso, antes de mais nada, ter a coragem de reconhecer que o cavalo morreu.

É preciso reconhecer quando um processo tornou-se ineficiente, quando um produto recentemente adquirido não atende nossas necessidades ou quando uma pessoa que muito estimamos causa problemas para os negócios.

Para dar continuidade à nossa jornada é preciso apear e descartar o cavalo, os processos, os produtos ou as pessoas, por mais úteis e estimados que tenham sido. É uma questão de evoluir ou fracassar.

O desenvolvimento empresarial exige inovação contínua , novas políticas e o descarte de práticas profundamente arraigadas em sua cultura e sistemas de trabalho.


Moral da história: Nenhuma organização atinge seus objetivos utilizando recursos inadequados. Organizações competitivas são aquelas que não aceitam a negligência, a imprudência e a imperícia de seus colaboradores ou dirigentes e buscam, constantemente, a melhoria de todos os seus processos e produtos. Somente desta forma é que uma empresa pode ter o sucesso que deseja e tenha plenas condições de atingir os seus objetivos.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sobre a certeza de ter certeza..

Para Rômulo, seria uma segunda-feira daquelas.

Na véspera, seu Palmeiras tinha levado uma surra de um a zero do Corinthians (entre esses dois times, qualquer “meio a zero” é uma goleada). E nosso herói tinha de ir trabalhar. Nessas horas, não aparece um Deputado (cambada de gente que não pensa na dor do povo) para propor um projeto de lei que estabeleça ponto facultativo a torcedores de times derrotados na rodada passada do campeonato.

Marília, corintiana, respirava ofegante na porta da repartição. Aguardava o grande momento em que seu colega de trabalho chegaria – com o rabo entre as pernas, como cão medroso. 

O dia prometia ser glorioso, pródigo em piadinhas e gozações na “porcada”. E Rômulo era daqueles de quem dava gosto tirar uma casquinha.

Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo: Rômulo entra no gabinete. Mal coloca os pés na sala e é recebido por Marília, aos brados:

- Ahá! Porco imundo e fedorento! Tomou, papudo! Um a zero ficou barato para aquele timinho sem vergonha!

Rômulo sente o golpe, mas não demonstra. Em esforço de interpretação, responde com a serenidade dos profissionais:

- Só tem direito a caçoar do meu time quem, no mínimo, sabe com quantos jogadores um time de futebol começa jogando.

- E você acha que não sei? Onze!

- Onze??? Responde Rômulo com cara 
 de escândalo.

- D-d-d-dez? Chuta Marília, já com a voz trêmula.

- Dez??? Agora, Rômulo parece ter três metros de altura, e cinco de largura.

Em tentativa desesperada e já sem nenhuma convicção, Marília solta baixinho: – seriam doze?

- Ahh! Vê se vai aprender um pouco de futebol para depois vir falar comigo! Passe bem!

E sai vitorioso, cabeça altiva e passos resolutos. Marília fica encolhida em um canto, envergonhada sob olhares desaprovadores dos colegas de trabalho. Mais tarde, acha no Wikipédia a resposta certa – mas, àquela altura, Inês já estava a sete palmos debaixo da terra.

Moral da história: na vida, prepare-se sempre e procure ter certeza das coisas antes de entrar em uma discussão. Caso contrário, na hora da verdade, você pode fraquejar ao primeiro blefe. Pode ser a diferença entre a vitória merecida ou a derrota dolorida e vergonhosa.

E você sabe que, muitas vezes, o que está em jogo é muito mais do que a posição do seu time no campeonato.


(*) Rômulo  e Marília são nomes fictícios. Mas se você os conhece, sabe que qualquer semelhança com fatos não é mera coincidência.